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No Brasil, o foco do privilégio continua sendo o Estado

Enviado por Luiz Hilton Temp em 20/05/2012 09:48:27

Com um olhar crítico, porém sempre bem humorado, o antropólogo Ph.D pela universidade de Harvard, colunista do jornal “ O Estado de São Paulo” e especialista do Imil, Roberto DaMatta falou para os participantes do quinto dia de palestras do “Ibmec Conference”. O evento aconteceu na quarta-feira, 16 de maio, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Roberto DaMatta

 


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Apocalipse logo

Enviado por Luiz Hilton Temp em 20/05/2012 09:46:37

A resposta europeia para a crise econômica foram medidas de austeridade, cortes ferozes de gastosSubitamente se tornou fácil perceber como o euro -aquela grande e equivocada experiência de construção de uma união monetária desacompanhada de união política- pode se desmantelar.
Não estamos falando de uma perspectiva distante, aliás.

PAUL KRUGMAN

Ordem Livre

 


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A Visão Tolerante e Pluralista de F. A. Hayek

Enviado por Luiz Hilton Temp em 19/05/2012 21:26:40

Escrevo esse artigo no dia do 113° aniversário de F. A. Hayek, talvez o mais importante economista e filósofo social do século XX. Tanto já foi escrito sobre Hayek e suas contribuições que às vezes é difícil encontrar algo novo e que tenha algum valor para escrever sobre ele. Mas esse desafio não intimidou nos últimos 25 anos e não me intimidará agora.

A Visão Tolerante e Pluralista de F. A. Hayek
Por Steven Horwitz · 18/05/2012 ·
Direito e liberdades civis, Featured, identidade, Princípios, Últimas Atualizações ·
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Escrevo esse artigo no dia do 113° aniversário de F. A. Hayek, talvez o mais importante economista e filósofo social do século XX. Tanto já foi escrito sobre Hayek e suas contribuições que às vezes é difícil encontrar algo novo e que tenha algum valor para escrever sobre ele. Mas esse desafio não intimidou nos últimos 25 anos e não me intimidará agora.

Embora muito tenha sido dito sobre a obra de Hayek sobre economia, teoria política e teoria do conhecimento, pouco foi dito sobre a sua visão mais ampla de uma sociedade liberal. Uma coisa é falarmos sobre constituições, ordens espontâneas e o uso do conhecimento na sociedade, mas qual é a visão por trás disso tudo? Que tipo de mundo seria a ordem liberal, que Hayek chamou de “Grande Sociedade”, em um nível mais pessoal?

Eu gostaria de argumentar que a visão hayekiana da ordem liberal é construída sobre os valores fundamentais de pluralismo e tolerância, que são promovidos por propriedades importantes das economias de mercado. Como Hayek escreve no segundo volume da sua trilogia Direito, Legislação e Liberdade, “uma sociedade livre é uma sociedade pluralista sem uma hierarquia comum de fins específicos”. Ele quer dizer que o mercado, como outras instituições sociais (como a língua), é um processo para coordenação social “independente de fins”: não importam quais sejam os nossos fins específicos. Todos nós podemos utilizar o processo mercadológico para atingi-los. Eu posso gostar de comida mexicana, você pode gostar de comida indiana, mas nós não precisamos chegar a uma única decisão sobre o que nós dois comeremos. Cada um de nós pode atingir diferentes fins através do mercado.

E essa é a parte importante: uma vez que entremos num acordo em relação às regras, nós não precisamos concordar sobre nossos fins para vivermos em paz uns com os outros. A sociedade liberal se conecta através dos meios e não dos fins. O mercado nos permite discordar pacificamente, enquanto cada um busca o seu próprio caminho.

Mas notem que para sustentar esse tipo de sociedade nós devemos estar dispostos a tolerar diferenças. Nós devemos reconhecer que o preço da liberdade para atingir nossos fins é permitir que os outros tenham a mesma liberdade, mesmo que discordemos de seus fins. Nas palavras do fundador da FEE, Leonard Read, nós devemos estar dispostos a aceitar “qualquer coisa que seja pacífica”. É isso que Hayek quer dizer quando escreve que uma sociedade livre é uma “sociedade pluralista”.

Compare essa ideia ao socialismo e ao fascismo. Esses sistemas requerem uma única hierarquia de fins: de acordo com a teoria, o coletivo decide quais fins serão perseguidos ou não. Quando recursos são alocados centralmente, é impossível a busca de objetivos individuais. Os nossos fins específicos devem ser subordinados às prioridades do estado ou do coletivo. O resultado não é a discordância pacífica e a tolerância da ordem liberal, mas a briga constante pelo poder, pela obtenção de um objetivo à custa do objetivo dos outros. Nós transformamos o jogo de soma positiva do mercado no jogo de soma zero do poder estatal.

Embora a tolerância e o pluralismo que o liberalismo requer sejam minimamente caracterizados como a recusa de se usar a coerção para evitar “qualquer coisa que seja pacífica”, o liberalismo nos encoraja, com vigor, a nos relacionarmos com aqueles que são diferentes de nós. Como Hayek aponta na página anterior à citação acima, a palavra grega para “trocar” também significa “admitir na comunidade” e “passar de inimigo para amigo”. Trocar, em uma sociedade baseada no mercado, nos põe em contato com novas pessoas, cujos fins são diferentes, e as traz para dentro do nosso grupo de relações sociais. Nós podemos escolher ignorar essas diferenças, mas essa exposição pode nos levar a fazer escolhas novas e diferentes no futuro, ou ao menos nos fazer mais simpáticos à diversidade de fins que as pessoas perseguem.

Trocar, em outras palavras, pode nos ajudar a apreciar o pluralismo da ordem liberal.

Para Hayek, a sociedade liberal é pluralista, e a busca por qualquer coisa que seja pacífica é limitada apenas pela nossa imaginação e pela nossa tolerância em relação a buscas similares feitas por outras pessoas. A sua visão não é estreitamente economista, mas amplamente humanista.

Ordem Livre

 


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E a Grécia está de volta

Enviado por em 18/05/2012 16:09:42

Defensores da manutenção do euro vão poder construir um discurso equilibrando austeridade e crescimento

LUIZ CARLOS MENDONÇA DE BARROS

Folha de Sao Paulo

 


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O mapa errado

Enviado por em 18/05/2012 11:14:06

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira que o crescimento do país não pode depender exclusivamente das "forças de autorregulação do mercado" e ressaltou o momento de "mutação" atual vivido no desenvolvimento do Brasil. Ela entregou o prêmio Almirante Álvaro Alberto de contribuição científica à sua ex-professora e economista Maria da Conceição Tavares, a quem atribuiu grandes contribuições ao desenvolvimento do país. A presidente disse que Conceição Tavares contribuiu para “o mapa do caminho”.

RODRIGO CONSTANTINO

 


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A crise europeia está em plena forma

Enviado por Luiz Hilton Temp em 17/05/2012 13:54:41

O euro vai mal. Registrou uma queda em relação ao dólar, valendo agora US$ 1,2696. Desde as eleições gregas, no dia 6 de maio, a moeda única europeia perdeu quatro centavos. Não é uma queda catastrófica. Ela agrada os exportadores, prejudicados com o vigor do euro em relação ao dólar ou ao iene. Mas na realidade o recuo da moeda é sinal da péssima saúde da União Europeia e da zona do euro.

GILLES LAPOUGE

O Estado de São Paulo

 


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Livre comércio: além das exportações

Enviado por Luiz Hilton Temp em 16/05/2012 18:22:29

A maioria dos brasileiros desfruta dos benefícios do comércio exterior todo dia: dirigimos carros com tecnologia japonesa; falamos em celulares finlandeses; comemos pães feitos com trigo argentino; bebemos chás asiáticos; assistimos novelas em aparelhos de televisão coreanos; crianças se divertem com brinquedos chineses; vestimos roupas com tecido indiano e assim por diante. Esses benefícios fazem parte do nosso cotidiano, mas poucas vezes compõem o discurso político a favor do livre comércio. Quando discutimos comércio exterior, o que é realmente importante?

Diogo Ramos Coelho é diplomata e formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB)

Ordem Livre

 


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Doença argentina

Enviado por Luiz Hilton Temp em 16/05/2012 18:20:48

A revista The Economist criou o conceito de doença holandesa em 1977, em artigo sobre a má gestão das reservas de gás da Holanda. Seria o efeito de descobertas ou aumento de preços de recursos naturais, que acarretam valorização cambial, desindustrialização e realocação de fatores de produção. Diz-se, com exagero, que há doença holandesa e supostas consequências no Brasil, mas isso é assunto para futuras reflexões

MAILSON DA NOBREGA

Revista VEJA

 


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Dilma e o Custo do Capital

Enviado por Luiz Hilton Temp em 16/05/2012 11:18:40

Dilma não é formada em administração, mas como Ministra de Minas e Energia teve contato com muitos administradores financeiros de empresas de energia elétrica

STEPHEN KANITZ

 


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O preço do crescimento

Enviado por Luiz Hilton Temp em 15/05/2012 18:40:19

Enquanto a demanda mundial ainda patina, o Brasil está bem nesse filme. Já do lado da oferta falta investimento, particularmente em infraestrutura, e é gritante o mau desempenho da produtividade. Por causa disso, o crescimento do PIB potencial, ou sustentável, cairá para algo ao redor de 3,5% a.a., se nada mudar. O governo bem que se esforça para o país crescer mais, mas a tarefa é complexa e lembra uma corrida de longa distância.

RAUL VELLOSO

O Globo

 


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Tributação e crescimento

Enviado por Luiz Hilton Temp em 15/05/2012 18:34:32

Como a história ensina, há aritméticas "desagradáveis" que impõem realismo às políticas sociais e econômicas com excessivo viés quer para o consumo (como é o caso brasileiro) quer para o investimento (como é o caso chinês). Elas sempre terminam de forma traumática quando não pressentidas e corrigidas no momento adequado. Há poucos dias a presidenta Dilma deu uma indicação precisa desse pressentimento quando afirmou que precisamos reduzir e melhorar a qualidade de nossa estrutura tributária, sem prejudicar as políticas públicas civilizatórias. No fundo foi uma reafirmação do seu programa inaugural: "Fazer mais com menos", ou seja, aumentar a eficiência do governo para acelerar o crescimento sem reduzir a política social de inclusão social.

ANTONIO DELFIM NETTO

Valor Economico

 


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Governo esquizofrênico

Enviado por Luiz Hilton Temp em 15/05/2012 18:32:56

A cruzada do governo pela queda da taxa de juros representa um fim nobre, mas com instrumentos inadequados. Ninguém pode celebrar as enormes taxas cobradas pelos bancos. Mas o governo erra feio na escolha dos alvos.

RODRIGO CONSTANTINO

O Globo

 


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Tombini estava mais certo que todos os seus críticos

Enviado por Luiz Hilton Temp em 14/05/2012 13:34:52

Antonio Delfim Netto descarta a existência de uma divergência entre o setor bancário e Brasília; para ele, “não há banco que possa enfrentar o governo” e o sistema financeiro é essencial ao crescimento.

ANTONIO DELFIM NETTO

Brasil Econômico

 


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O risco é o Brasil crescer pouco

Enviado por Luiz Hilton Temp em 14/05/2012 13:30:03

O ex-ministro da Fazenda e colunista da “Veja”, Maílson da Nóbrega, falou sobre as perspectivas da economia brasileira para estudantes e professores que participaram do quarto dia de palestras do “Ibmec Conference”, na última quarta-feira, 9 de maio, na Barra da Tijuca.

MAÍLSON DA NÓBREGA

 


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O Vício pela Virtude

Enviado por Luiz Hilton Temp em 14/05/2012 13:27:32

Você está no peso ideal, colesterol abaixo de 100, pressão 12 por 8, boa alimentação,exercícios em dia e - quer saber? - você está em desvantagem. Não tem como melhorar.Suponha que você fique doente. O que o médico poderia recomendar para aperfeiçoar sua qualidade de vida? Bem diferente se você estivesse gordinho e meio paradão. Haveria ampla possibilidade de ação e melhoria.

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

O Estado de São Paulo

 


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